Estou sozinha. Não porque esteja habituada. Estou a habituar-me a ela.
Sem um sorriso, sem uma palavra pela manhã.
Sem uma carícia, sem um beijo, sem um olhar.
Um prato na mesa, um copo e um par de talheres, olho para o outro lado, vazio se encontra.
Olho para a comida, a solidão aumenta, o apetite diminui.
Sozinha, nesta imensidão de casa, sem um barulho, apenas aquele silencio que lembra-me que estou sozinha.
Chega a noite, deito-me numa cama grande, para dois.
Fico na ponta da cama , agarro-me aos lençóis, para ficar aconchegada.
Mas aquele vazio, encontra-se gelado, sem alma,sem ti.
Estou sozinha, não por opção, mas por consequência.
sábado, 6 de dezembro de 2014
Sozinha...
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