Thalita B.
domingo, 23 de novembro de 2014
Os anjos também caem
Cinza do que ardeu
No céu em estrela cadente
Sobra de mim, fria
Escura
Nesta sombra de gente.
Espera por mim
O dia de deixar a dor
Ser alvo, luminescente
De querer e ser
Espelho do amor.
Num reflexo da mente.
Por agora caio
Do alto em que vivi
Fui anjo, dei tudo
Fico seco sedento
Do que ainda não recebi.
Uso as Asas grandes
Usei-as sem medos
As que Nunca vi
Só em ti, senti.
Foram os nossos segredos.
E nesse estado
Fico a saber
Que voar ao teu lado
É um estado de graça
Queiras tu perceber
Um alado amado
Assim no impasse
Falta voar
Quebrar o enlace
Dar te tudo o que sei
Com a certeza de poder dar.
Sem medo do disfarce
E sem medo de ir
Onde queiras levar
Para novamente
Cair.
Colocar as asas e voar.
M. Mendes
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Esperança
Esperança, palavra tao enigmática.
Esperança de que tudo não passe de um pesadelo.
Esperança de olhar para o infinito e ver-te nele.
Esperança de viver aquele sonho desenhado no céu.
Esperança de ouvir a tua voz no bater das ondas.
Esperança de que tu e eu sejamos únicos.
Esperança de ganhar tudo o que perdemos.
Esperança de sentir a tua voz no meu ouvido a dizer que me amas.
Esperança de sentir a tua pele, junto a minha.
Esperança que um dia olhe para trás e sinta a fusão de duas almas destinadas a amarem-se.
Esperança que a tua escolha sejamos nós.
Esperança de abraçar-te quando sentes te perdido.
Esperança que o meu colo te conforte.
Esperança de não perder-te.
Esperança de viver.
Esperança, terei sempre de encontrar-te e de ser encontrada.






